O segmento de picapes dotadas de carroceria monobloco ganhará um novo impulso nos próximos meses no Brasil com a estreia dos modelos Renault Niagara e Volkswagen Tukan. Atenta aos novos competidores, a Fiat adianta-se a concorrência e apresenta a linha 2027 da picape Toro, que tem a primazia de ser a primeira picape leve produzida no país a contar com sistema MHEV (semi-híbrida) de 48 V.
A tecnologia MHEV (semi-híbrida) de 48 V aplicado ao motor 1,3-litro turbocarregado, flex, está disponível nas versões Volcano e Ultra. No quesito segurança, o pacote Adas, que antes wea fisponível de série somente nas versões Ranch e Ultra, agora é aplicado em toda gama. Adas é a sigla em inglès de Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista.

A linha 2027 do Toro chega às concessionárias disponível em seis versões de execução e todas tiveram reajuste de preços. As variantes 1,3-litro turbocarregado flex tiveram seu preço elevado em R$ 2 mil em relação ao modelo 2026. As versões com motorização (semi-híbrida) sofreram um acréscimo de R$ 5 mil. Por fim, nas versões dotadas de motorização turbodiesel o aumento foi de R$ 3 mil.
Endurance Turbo Flex: R$ 167.490
Freedom Turbo Flex: R$ 177.490
Volcano Turbo Flex MHEV: R$ 197.490
Ultra Turbo Flex MHEV: R$ 206.490
Volcano Diesel: R$ 220.490
Ranch Diesel: R$ 238.490
Motor familiar
Sob o capô está o mesmo sistema semi-híbrido de 48 volts que estreou no Jeep Renegade e que também já chegou aos modelos Compass e Commander. O conjunto motriz emprega o sistema semi-híbrido de 48 volts com gerador/motor de partida integrado aplicado ao motor T270 de 1,3 litro turbocarregado, flex, que fornece potência máxima de 176 cv a 5.750 rpm e torque máximo de 27,5 m·kgf a 2.000 rpm. Acoplado ao motor está o câmbio automático epicíclico Aisin de seis marchas com tração é dianteira.

O coração desse sistema semi-híbrido é o alternador que inverte função, em que passa de gerador a motor elétrico ao receber energia de uma pequena bateria de íons de lítio de 0,82 kW·h. Como o alternador é acionado pelo motor a combustão mediante uma correia, como em todos os carros, no momento em que o motor a combustão entrega pouca potência, como nas arrancadas e retomadas de velocidade, o controle eletrônico do motor “manda” o pequeno motor elétrico funcionar, com isso ajudando o motor a combustão com 15,5 cv e 6,5 m·kgf. Como essa potência e torque não precisam mais ser produzidos pelo motor, o resultado óbvio é consumir menos combustível ou adicionar potência e torque finais quando o motorista precisa de um pouco mais desempenho.
Essa potência e torque adicionais são gratuitos, uma vez que o pequeno motor elétrico passa a gerar energia sempre que o motorista levanta o pé do acelerador nas desacelerações graduais por si sós ou aplica os freios. É como a bateria do sistema é continuamente recarregada. E esse mesmo pequeno motor elétrico — que é também gerador, lembre-se — é o que aciona o motor a combustão para que entre em funcionamento, eliminando a necessidade de um notor de partida de dedicado. Tudo sempre por meio da correia reforçada do tipo poli-V, semelhante às usadas há tempo para acionar os órgãos auxiliares do motor.
Esse sistema todo, menos capacidade de ajudar o motor a combustão, é chamado universalmente de BSG — “B” de belt, correia, “S” de starter, motor de partida, e “G” de generator, gerador. A tecnologia semi-híbrida proporciona um torque imediato ao condutor, reduz em cerca de 12% o consumo de combustível, de acordo com os dados oficiais do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).
É uma tecnologia que não tem ganha-perde. Só ganha-ganha.

Consumo PBEV:
Ciclo urbano: 10,5 km/l (G)/ 7,3 km/l (A)
Ciclo estrada: 10,7 km/l (G)/ 7,6 km/l (A)
No quesito desempenho, o sistema MHEV proporciona ao Fiat Toro 2027 acelerar de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos, atingir uma velocidade máxima de 197 km/h, números com gasolina ou álcool.

As versões de entrada da Toro, a Endurance e Freedom, mantém o 1,3-litro turbocarregado flexível acoplado ao câmbio automático epicíclico de seis marchas, porém sem o sistema MHEV. Os modelos Volcano e Ranch também estão disponíveis o trem de força 2,2 litros turbodiesel de 200 cv e 45,9 m·kgf de torque, atrelado ao câmbio automático epicíclico de nove marchas e sistema de tração 4×4.

Segurança aprimorada
A Toro 2027 passa a oferecer sistemas avançados de assistência ao condutor (Adas) de série em todas as suas versões. A partir de agora, a segurança é aprimorada com a inclusão do alerta de colisão com frenagem autônoma, alerta de mudança de faixa e comutador de farol alto automático. As versões Ultra e Ranch é incorporado o sensor de ponto cego e alerta de tráfego transversal à retaguarda de série, enquanto na Volcano é um opcional.

No exterior, a luz de rodagem diurna de LED que passou a ser em formato de pixels no ano passado, ganha ainda mais destaque com a chegada da seta sequencial, antes conjugada. Foram mantidos a grade em formato trapezoidal com temas geométricos, cortada por linhas retas e verticais. O conjunto óptico segue integralmente em todo em LED, posicionado acima das entradas de ar nas extremidades do para-choque.

Internamente, todas as versões contam com painel digital de 7 polegadas, nas variantes Endurance e Freedom, a central multimídia conta com telas de 7 e 8,4 polegadas respectivamente, a partir do modelo Volcano a multimídia passa a ser de 10 polegadas. Outros itens de comodidades presentes em todas as versões estão o freio de estacionamento eletromecânico de imobilização e liberação automáticas nas paradas.
AN
