• Home
  • Sobre o AE
  • Editores
  • Loja
  • Publieditoriais
  • Participe do AE
  • Contato
Autoentusiastas
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • MOTOentusiastas
    • Cultura do Automóvel
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • AEROentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Coluna Fernando Calmon
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Coluna Luiz Carlos Secco
    • Falando de Fusca & Afins
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • MOTOentusiastas
    • Cultura do Automóvel
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • AEROentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Coluna Fernando Calmon
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Coluna Luiz Carlos Secco
    • Falando de Fusca & Afins
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Autoentusiastas
Nenhum resultado
View All Result
Home Colunas

QUAL SÉRGIO HABIB ESTAVA CERTO?

HABIB NÃO ERROU. O MERCADO MUDOU

identicon por Milad Kalume Neto
22/06/2026
em Colunas, MKN, Visão Estratégica
Sérgio Habib (Foto extraída de "A Roda", disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8xdcCMa_n8E (modificada por IA)

Sérgio Habib (Foto extraída de "A Roda", disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8xdcCMa_n8E (modificada por IA)



 

 



Sérgio Habib é atualmente uma das vozes mais críticas e provocadoras sobre os rumos do mercado automobilístico brasileiro, em especial sobre a política industrial, eletrificação e o próprio mercado. Conhecido durante anos como o “rei do varejo”, Sérgio Habib construiu sua trajetória representando e desenvolvendo marcas estrangeiras no Brasil. Foi fundador do Grupo SHC, comandou a Citroën no país e, a partir de 2011, liderou a chegada da JAC Motors ao mercado brasileiro, com forte estratégia de preço, garantia longa para os padrões da época e comunicação das mais intensas.

Como empresário, é uma figura relevante e sui generis, pois reúne três experiências distintas no setor: no varejo, na importação e distribuição de marcas desde a reabertura do mercado brasileiro aos veículos importados em maio de 1990 e, por fim, tendo uma forte penetração junto à opinião pública.

Em 2019, ainda numa perspectiva otimista, Habib considerava o veículo elétrico como disruptivo, como um produto capaz de trazer uma ruptura tecnológica e uma oportunidade de negócio antecipando tendências de mercado antes das grandes marcas, bem como indicava que a eletrificação seria um caminho sem volta.

Em 2024, num tom mais cético e numa clara mudança de entendimento, comentou que a elevação do imposto de importação para 35% em julho de 2026 poderia reduzir o mercado dos 100% elétricos e que haveria um entendimento de que a eletrificação seria apenas um nicho de mercado.

E, por fim, trazendo apenas alguns recortes para dar lógica a esta coluna, em maio de 2025, durante o Fórum Quatro Rodas, num painel sobre o mercado de chineses, do qual igualmente fiz parte, ele comentou que os chineses atuariam em aproximadamente 20% do mercado nacional, principalmente na faixa entre R$ 170 mil e R$ 300 mil, projetando vendas para os elétricos puros em 2,5%.

Qual Sergio Habib estava certo?
Trabalhar com previsão de mercado não é simples. É algo complexo que exige diversos conhecimentos como estatística, lógica, tecnologia, uso de dados, modelagem preditiva, macroeconomia, inteligência de mercado, comportamento de consumo, sazonalidade, conhecimento específico do setor, entendimento do negócio, uma certa intuição, entre outros.

Sergio Habib não possui isso? Claro que possui, mas em 2019, nem Habib nem as grandes fabricantes tinham todos os elementos para prever com precisão o ritmo, a forma e a profundidade da eletrificação. A tecnologia era claramente disruptiva; o que ainda não estava claro era se essa ruptura seria rápida, ampla ou concentrada em nichos.

Então Sergio Habib errou em 2025? Absolutamente não. Naquele momento, a atratividade dos elétricos puros ainda estava muito concentrada numa faixa de preço mais alta, pois a bateria ainda era o maior gargalho para um veículo elétrico puro. Somavam-se a isto a infraestrutura de recarga ainda limitada na época e, principalmente, o menor conhecimento do consumidor, que ainda observava o veículo elétrico com dúvidas sobre alcance, recarga, manutenção e valor de revenda. Além disso, o mercado secundário dos eletrificados ainda era restrito. Hoje, com mais veículos usados em circulação, começa a se formar uma percepção mais concreta sobre manutenção, durabilidade e valor residual.

Pois é, o mundo mudou. E o Brasil também. O ano de 2019 encerrou com 11.858 veículos eletrificados no Brasil segundo dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), representando um mercado de apenas 0,44% entre carros e comerciais leves. Hoje, no acumulado até maio de 2026, já foram comercializados 190.458 veículos eletrificados, representando 17,34% do mercado.

Em relação aos veículos elétricos puros, 2019 fechou com 538 unidades comercializadas (0,02% do mercado) e hoje, no acumulado até maio, já foram comercializadas 69.488, ou 6,31% do mercado.

Nossas projeções indicam números de veículos eletrificados superiores a 450 mil unidades em 2026, o equivalente a 37,95 vezes o número de 2019, ou seja, um crescimento gigante em apenas sete anos.

Então Sergio Habib errou ao projetar os elétricos puros em torno de 2,5%? Para 2025, não exatamente. A projeção foi conservadora, mas ainda dentro de uma ordem de grandeza razoável. O que mudou foi a velocidade da curva a partir de 2026.

Segundo dados da EV Volumes divulgados pela Autovista/J.D. Power e compatíveis com a leitura da International Energy Agency (IEA), em 2025 o mundo comercializou 13.697.372 veículos elétricos puros representando aproximadamente 16% do mercado total.
– China, o principal mercado, teve vendas aproximadas de 8,1 milhões de veículos BEV (cerca de 35% das vendas totais do país)
– Europa: aprox. 2,9 milhões de veículos (ca. 20%)
– Estados Unidos: aprox.1,2 milhões (ca. 8%)
– Alemanha: aprox. 548 mil (ca.19,1%)
– Reino Unido: aprox. 479 mil (ca. 23,4%)
– França: aprox. 342 mil ca. 20%)
– Brasil: aprox. 80,2 mil (ca. 3,1%)

O veículo elétrico não perdeu a sua relevância tecnológica, mas perdeu a exclusividade de sua narrativa. Nos últimos anos, o consumidor passou a comparar o elétrico puro com outras soluções intermediárias, em especial o híbrido plug-in e os híbridos, que garantem parte desta economia e da imagem ecológica sem exigir uma ruptura completa dos hábitos de uso atuais.

O consumidor passou a enfrentar uma fase mais racional e deixou de comprar apenas uma promessa de tecnologia, mas também passou a considerar preço, rede, infraestrutura, valor residual, seguro, conveniência e uma mínima previsibilidade.

Entendo que a tendência para os próximos cinco anos seja a de uma acomodação natural dos veículos elétricos puros em patamares semelhantes ao que observamos atualmente com ganhos menores, diria até marginais pelo que observamos até a presente data. Muitas marcas estão trazendo lançamentos de veículos híbridos (puros ou plug-in), bem como estão desenvolvendo soluções como os híbridos leves — semi-fíbridos, como o AE os classifica por não terem propulsão elétrica, só auxiliar — principalmente as marcas locais.

Não acho que os 2,5% indicados por Habib sejam o melhor retrato para o Brasil até 2030. A base já superou esse patamar e a guerra de preços mudou a curva. Por outro lado, também não vejo o veículo elétrico dominando o mercado brasileiro no curto prazo. Com infraestrutura de recarga ainda desigual, renda média limitada, força do híbrido flex, chegada dos híbridos leves nacionais e avanço dos híbridos plug-in como solução intermediária, um intervalo entre 8% e 8,5% para os elétricos puros em 2030 parece mais razoável. Entretanto o acerto dele diz respeito ao mundo ser eletrificado; assim no contexto de eletrificação, ele estava certo.

Isso não diminui a relevância, o conhecimento ou o prestígio de Sergio Habib. Pelo contrário: mostra que até quem conhece profundamente o setor precisa rever hipóteses quando o mercado muda de velocidade. Em 2019, o elétrico era promessa tecnológica. Em 2025, parecia limitado por preço, imposto e infraestrutura. Em 2026, virou disputa comercial. E ninguém poderia prever com precisão que a maior ruptura não viria apenas da bateria, mas da guerra de preços acelerada justamente pelas marcas chinesas.

Habib não errou por mudar de opinião; o mercado é que mudou rápido demais para caber em uma única previsão.

MKN

A coluna “Visão estratégica” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

Nenhum resultado
View All Result
ROUE
ROUE
ROUE
Autoentusiastas

Seriedade, diversidade e emoção desde de 2008. Conteúdo próprio, abordagem emocional e diversidade feito por apaixonados por carros

Siga o Ae

><(((º> 17

  • AUTOentusiastas
  • Editores
  • Participe do AE
  • Anuncie
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • MOTOentusiastas
    • Cultura do Automóvel
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • AEROentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Coluna Fernando Calmon
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Coluna Luiz Carlos Secco
    • Falando de Fusca & Afins
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato

><(((º> 17