• Home
  • Sobre o AE
  • Editores
  • Loja
  • Publieditoriais
  • Participe do AE
  • Contato
Autoentusiastas
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • MOTOentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca & Afins
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • MOTOentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca & Afins
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Autoentusiastas
Nenhum resultado
View All Result
Home Colunas

O CARRO CHINÊS VENDEU BEM. AGORA PRECISA ENVELHECER BEM

A IMPORTÂNCIA DO PÓS-VENDA

identicon por Milad Kalume Neto
23/08/2026
em Colunas, MKN, Visão Estratégica
Imagem produzida pelo autor mediante IA)

Imagem produzida pelo autor mediante IA)



 

 



Há uma diferença enorme entre vender um carro e sustentar uma frota.

Nada menos que 69,3% de toda a frota circulante de veículos chineses no Brasil foi incorporada entre 2024 e o primeiro semestre de 2026. O resultado é uma frota extremamente jovem, com idade média de apenas 3,34 anos, além de bastante concentrada em poucas marcas e modelos.

Quando o recorte é limitado a 2025, para permitir a comparação com os dados da frota total divulgados pelo Sindipeças, os veículos chineses representavam apenas 1,54% do parque brasileiro de automóveis e comerciais leves. Parece pouco, e realmente ainda é.

Mas existe outro número que muda completamente a perspectiva. Até julho de 2026, a participação dos veículos chineses nos emplacamentos nunca ficou abaixo de 13,0%, motivo pelo qual sua presença na frota circulante deverá crescer rapidamente nas próximas análises.

Mas se a frota ainda é pequena, o fluxo já é grande e esta constatação muda bastante a discussão.

Desde o início da atual onda chinesa, entre o final de 2022 e início de 2023, muito se falou sobre preço, conteúdo, eletrificação, baterias, alcane, design, tecnologia e sobre a capacidade das fabricantes chinesas de colocar muito equipamento dentro de determinado preço.

Tudo isso continua importante, mas o mercado entra agora numa fase menos glamourosa e talvez ainda mais importante para superar definitivamente parte da imagem construída durante a primeira onda, quando os produtos chineses eram frequentemente associados a menor qualidade, baixa robustez e dificuldades de pós-venda: quem vai cuidar desses automóveis quando começarem a envelhecer?

A boa notícia é que a alta concentração da frota facilita o início deste trabalho. Apesar da grande quantidade de marcas chinesas presentes ou anunciadas para o Brasil, não é necessário dominar centenas de modelos para alcançar uma parcela bastante relevante da frota circulante.

Para distribuidores de peças, oficinas independentes e empresas especializadas, essa concentração reduz inicialmente a complexidade de entrada no aftermarket. Conhecer bem os modelos de maior circulação poderá significar atender uma parcela muito relevante desse mercado.

Mas este é apenas o começo pois o verdadeiro teste começa depois da venda.

O pós-venda será provavelmente um dos maiores testes para a consolidação das novas marcas chinesas no Brasil.

Um produto competitivo, preço agressivo, bom conteúdo e uma estrutura comercial minimamente eficiente conseguem produzir resultados comerciais em pouco tempo. Entretanto, sustentar uma frota crescente durante dez ou quinze anos é completamente diferente.

A primeira onda das marcas chinesas no Brasil já ensinou que preço consegue abrir a porta. Um produto competitivo consegue convencer o consumidor a comprar, mas aquilo que determina a permanência de uma marca é sua capacidade de manter o automóvel rodando com peças, assistência técnica, mão de obra preparada e custos razoavelmente previsíveis.

Neste momento, grande parte dos veículos chineses circulantes ainda está dentro da garantia ou realizando basicamente manutenção preventiva. A verdadeira prova ocorrerá quando essa massa de automóveis começar a envelhecer, sair da cobertura da fabricante e demandar componentes de desgaste, reparos eletrônicos, manutenção corretiva e intervenções mais complexas.

E nos eletrificados existe uma diferença adicional. A oficina não será apenas mecânica. Ela terá que combinar conhecimento tradicional com diagnóstico eletrônico, software, sistemas de alta tensão, gerenciamento térmico, avaliação do estado de saúde da bateria (o famoso State of Health – SoH), parametrização de módulos e calibração de sistemas Adas.

O elevador e a caixa de ferramentas continuarão existindo, mas é muito provável que passem a dividir espaço com notebooks, scanners, instrumentos de medição e procedimentos de segurança que, até poucos anos atrás, praticamente não faziam parte da rotina de uma oficina independente.

Quem terá acesso à informação técnica?

Aqui aparece mais uma discussão ainda pouco explorada no Brasil. A constitucionalidade da Lei Ferrari (Lei nº 6.729/1979) foi confirmada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reforçando a validade da estrutura jurídica que disciplina a concessão comercial de veículos automotores.

Mas isso não encerra a discussão sobre o acesso técnico ao aftermarket de um automóvel cada vez mais digital. A lei contempla a assistência técnica dentro da concessão, admite empresas reparadoras como serviços autorizados e permite que as convenções de marca estabeleçam regras relacionadas a garantia e revisão.

O problema é que o automóvel mudou muito desde 1979. Hoje uma oficina independente pode possuir competência mecânica para executar determinado reparo e, ainda assim, ser incapaz de concluí-lo porque não possui acesso ao software, ao código de diagnóstico, ao procedimento de calibração, à parametrização de determinado módulo, ao diagrama elétrico ou à ferramenta eletrônica necessária. Existem ainda informações relacionadas aos sistemas Adas, baterias, alta tensão e atualizações de software.

E esta discussão será inevitável pois caso a fabricante restrinja demasiadamente o acesso à informação, ela preservará parte da exclusividade e da rentabilidade de sua rede autorizada. Mas, ao mesmo tempo, dificultará a expansão do mercado independente e, consequentemente, aumentará o custo e o tempo de reparação para o seu cliente, prejudicando a percepção e a imagem da própria marca.

É aquela velha situação brasileira do “se ficar, o bicho come; se correr, o bicho pega”.

Abrir demais pode reduzir parte da exclusividade e da rentabilidade da rede; ao fechar pode prejudicar o próprio produto.

O tamanho também será importante

Para as marcas de maior volume, desenvolver estrutura de pós-venda é trabalhoso, mas existe escala econômica para justificar centros de distribuição, treinamento técnico, ferramental, estoque de peças e expansão da rede.

Nas marcas menores, a equação pode ser muito mais difícil. Uma fabricante que comercialize poucas centenas ou alguns milhares de veículos por ano no Brasil terá que manter componentes para diferentes modelos, treinar técnicos, desenvolver sistemas, atender garantias e sustentar essa estrutura durante anos.

A conta pode simplesmente não fechar e esta condição não vale apenas para as chinesas. Vale para marcas de qualquer origem.

É justamente por isso que quantidade de marcas e sustentabilidade das operações são assuntos diferentes.

Ter uma marca no mercado é relativamente simples. Mantê-la operacional durante décadas é bem mais complicado.

Carro parado também é problema de qualidade

O pós-venda não deveria ser visto como uma obrigação posterior à venda. Ele faz parte do produto.

Uma rede numerosa ajuda num país continental como o Brasil, mas não resolve todos os problemas. É necessário ter peças, logística, ferramentas, informação técnica, capacidade de diagnóstico, treinamento e políticas de garantia suficientemente claras.

Um automóvel pode ser excelente e apresentar pouquíssimos defeitos. Mas, se depois de um pequeno acidente permanecer 40, 60 ou 90 dias numa oficina aguardando uma peça, dificilmente seu proprietário sairá daquela experiência falando bem da marca.

Para o consumidor pouco importa se o problema ocorreu no estoque da concessionária, no centro de distribuição, na importação, no transporte ou no planejamento da fabricante.

Para ele existe apenas um fato: o automóvel está parado.

No fim, qualquer fabricante que venda rapidamente 50 mil automóveis, mas que cinco anos depois não possua capacidade de atender adequadamente essa frota, terá transformado sucesso comercial em passivo operacional.

E essa conta aparecerá também no valor residual.

O segundo dono fará outras perguntas

O comprador minimamente informado de um veículo novo normalmente não pensa apenas no valor desembolsado hoje. Ele também tenta projetar quanto receberá pelo automóvel quando decidir trocá-lo.

Uma rede de pós-venda estruturada, peças disponíveis, manutenção previsível e histórico de assistência consistente ajudam a reduzir a percepção de risco do futuro comprador do usado.

E o contrário também é verdadeiro. Quando existem dúvidas sobre continuidade de uma marca, disponibilidade de peças ou capacidade de manutenção, o mercado secundário passa a incorporar esse risco ao preço, exigindo um desconto maior para comprar aquele veículo.

O resultado aparece na depreciação. É por isso que pós-venda e valor residual não podem ser tratados como assuntos independentes.

Um alimenta o outro

As fabricantes chinesas de hoje são muito diferentes daquelas da primeira onda. A qualidade evoluiu, a tecnologia avançou, os produtos melhoraram de forma significativa e algumas empresas possuem escala industrial gigantesca.

Mas o consumidor brasileiro tem memória e a experiência anterior com as marcas que reduziram presença, enfrentaram dificuldades com peças ou simplesmente desapareceram deixou suas feridas.

É justamente por isso que conquistar o primeiro comprador tem a sua relevância, mas conquistar o segundo será ainda mais importante.

Envelhecer bem significa manter peças disponíveis, oficinas capacitadas, sistemas funcionando, custos previsíveis e valor residual minimamente competitivo.

Significa também criar um aftermarket independente e suficientemente preparado para absorver uma frota que sairá da garantia e potencialmente mudará de mãos. A indústria chinesa já demonstrou enorme capacidade para fabricar produtos atraentes, reduzir custos e ganhar mercado em velocidade impressionante.

Agora começa um teste muito menos visível e muito mais demorado.

Porque vender o primeiro carro depende muito do produto, mas vender o segundo dependerá da confiança construída pelo primeiro.

MKN

A coluna “Visão Estratégica” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

Próximo
Imagem: criação de Alexander Gromow por meio de IA)

AUTOENTUSIASTAS, 18 ANOS. CHEGAMOS À MAIORIDADE

Nenhum resultado
View All Result
ROUE
ROUE
ROUE
Autoentusiastas

Seriedade, diversidade e emoção desde de 2008. Conteúdo próprio, abordagem emocional e diversidade feito por apaixonados por carros

Siga o Ae

><(((º> 17

  • AUTOentusiastas
  • Editores
  • Participe do AE
  • Anuncie
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • MOTOentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca & Afins
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato

><(((º> 17