A Honda apresenta nesta semana a linha 2027 da família City, formada pelas carrocerias Sedã e Hatchback, com uma atualização que combina novo desenho, mais equipamentos e a estreia da versão RS no hatchback. A renovação chega ao mercado em duas etapas: a apresentação estática foi no Rio de Janeiros, RJ, enquanto a pré-venda começa em 5 de outubro e as vendas regulares, acompanhadas das primeiras entregas, terão início em novembro.
A nova versão RS estará apenas no modelo hatchback
O contato dinâmico com os novos modelos acontecerá somente no fim do mês, quando será possível avaliar ao volante os efeitos das mudanças. Não se deve, entretanto, esperar uma transformação no comportamento do City, pois motor, câmbio, suspensão, dimensões e pesos permanecem praticamente sem alterações. Talvez a maior curiosidade seja na eficiência da iluminação de LED e na nova multimídia de 10”.
As principais novidades da linha 2027 estão na frente do veículo e na multimídia das versões topo de gama
A quinta geração do City chegou ao Brasil em 2022, quando o hatchback passou a integrar a família ao lado do Sedã, aposentando o Honda Fit. Em 2025, o modelo recebeu a primeira renovação e agora ganha uma nova atualização visual. A estratégia da Honda foi preservar as características mais bem aceitas do desenho e concentrar as alterações em elementos importantes da dianteira e dos para-choques.
Dianteira com inspiração no Prelude
A principal mudança está na dianteira. Os novos faróis passam a utilizar tecnologia Full LED em todas as versões e incorporam luzes de rodagem diurna bipartida. A iluminação principal utiliza um projetor com tecnologia BiLED para os fachos baixo e alto. Nas versões Touring e RS, uma barra de LED conecta os dois faróis, também exercendo a função de luz de posição dianteira.

O novo desenho cria ainda uma interessante aproximação visual com o Honda Prelude, modelo que avaliamos recentemente. Uma moldura na cor da carroceria percorre a parte superior aos faróis e grade do radiador, abriga o novo logotipo H e avança para as laterais, criando a percepção de um capô alongado. Ao centro, a moldura se integra à nova grade superior, de desenho tipo colmeia.

Os para-choques também foram redesenhados, com soluções diferentes para sedã e hatchback. Na traseira, a nova linguagem é reproduzida no para-choque, enquanto as lanternas traseiras passam a utilizar LED em toda a linha.
Diferença entre os para-choques, a esquerda o hatch e a direita o sedã
Hatchback ganha versão RS
A grande novidade da gama é o City hatchback RS, primeira aplicação no Brasil da linguagem global RS da Honda. A versão fica posicionada acima da Touring e recebe tratamento esportivo exclusivamente visual.

Entre os elementos específicos estão para-choques próprios, rodas de 16 polegadas com acabamento preto e verniz escurecido, teto, carcaças dos retrovisores, antena e defletor do teto em preto brilhante. Há ainda ponteira de escapamento esportiva e emblemas RS.

No interior, o teto e os revestimentos são escuros, com costuras vermelhas e pedaleiras de alumínio. Apesar do tratamento esportivo, a versão RS utiliza o mesmo motor 1,5-l das demais versões, sem aumento de potência ou torque.
Costuras vermelho e pedaleira esportiva no interior
Mais equipamentos, mesma mecânica
A Honda também aproveitou a atualização para ampliar e redistribuir equipamentos. Touring e RS passam a contar com nova central multimídia de 10 polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O sistema é tátil e permite comandos por gestos. A partir da EXL, o quadro de instrumentos digital passa a ter tela de 7 polegadas, enquanto a EX utiliza tela de 4,2 polegadas.
A nova central multimídia tem uma inclinação para frente do veículo que destoa no desenho do painel
Carregador sem fio para smartphones e conexões USB-C traseiras também estão disponíveis a partir da EX. A linha mantém ainda câmera de ré de alta resolução com três modos de visualização e, nas versões mais completas, sensores de estacionamento traseiros e dianteiros.

O Honda Sensing continua presente de série a partir da EX, com controle de cruzeiro adaptativo com função para e anda para seguimento de trânsito, frenagem autônoma para mitigação de colisão, assistência de permanência na faixa, mitigação de saída de pista e comutação automática do farol alto. Todas as versões contam com seis bolsas infláveis.

Na mecânica, entretanto, não há mudanças. O motor 1,5-l de quatro cilindros, flex, com injeção direta, aspiração atmosférica, i-VTEC e VTC, continua entregando a potência máxima de 126 cv a 6.200 rpm tanto com gasolina quanto com álcool. O torque é de 15,5 m·kgf com gasolina e 15,8 m·kgf com álcool, ambos a 4.600 rpm. O câmbio continua sendo CVT de 7 marchas, fabricado pela própria Honda, e conta com borboletas atrás do volante para troca de marchas em modo manual sequencial. A suspensão utiliza McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira.

Sedã privilegia espaço
As duas carrocerias mantêm entre-eixos de 2.600 mm, mas oferecem propostas distintas. O hatch tem 268 litros de porta-malas e preserva o banco traseiro bipartido com sistema Magic Seat. Já o sedã oferece 519 litros de capacidade.
A silhueta dos modelos não foi alterada
Nos números de consumo, o sedã registra 12,9 na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina. No hatch, são 9,1 km/l e 10,7 km/l, respectivamente, com álcool.

Reajuste pequeno e pré-venda
A Honda informa reajuste de R$ 1.100 para as versões 2027, com exceção da LX, que sobe apenas R$ 200 e mantém seu posicionamento para o público PCD. Na pré-venda, porém, os modelos serão oferecidos pelos mesmos preços do ano-modelo 2026. Serão 3.000 unidades nessa primeira fase, divididas igualmente entre Hatchback e Sedã.
Diferenciação na traseira das três versões: sedã, hatch e hatch RS
Tabela de preços
City LX Hatchback/Sedã — R$ 117.700 / R$ 117.700
City EX Hatchback/Sedã — R$ 137.400 / R$ 138.400
City EXL Hatchback/Sedã — R$ 144.800 / R$ 145.800
City Touring Hatchback/Sedã — R$ 153.300 / R$ 154.300
City RS Hatchback — R$ 156.400
A renovação chega num momento importante para a Honda. Enquanto a entrada de novas marcas chinesas vem fragmentando o mercado brasileiro e aumentando a concorrência em praticamente todos os segmentos, a Honda é a única entre os fabricantes tradicionais que vem registrando ganho de participação de mercado há seis meses consecutivos.

O City 2027, portanto, não é uma nova geração. É uma atualização cuidadosamente concentrada em desenho e conteúdo, preservando uma mecânica conhecida. O novo visual, a ampliação dos equipamentos e a estreia da versão RS procuram manter o modelo competitivo diante de um mercado cada vez mais disputado.

A resposta dinâmica ficará para o fim de outubro, quando poderemos verificar principalmente os faróis e a multimídia, já que não esperamos diferenças no desempenho e conforto, mas será válido para relembrar o comportamento do Honda City.
GB
