Algum tempo atrás sugeri por escrito ao Sem Parar que a cobrança do pedágio fosse desvinculada da placa do carro e passasse a ser para a pessoa física nele cadastrada. A empresa alegou dificuldade em estabelecer essa sistemática nos tags (transponder hoje em formato de fita colado no para-brisa).
Minha ideia se baseou na nossa necessidade de profissionais da imprensa automobilística que testam carros e precisam passar costumeiramente por praças de pedágio sempre com carros diferentes. Pensei também em quem está com um carro-reserva durante os dias em que o próprio carro está na oficina ou que simplesmente alugue um carro.
Quando vendi meu Escort GLX 1998 para o Arnaldo Keller en dezembro de 2008, retirei o então volumoso tag do Sem Parar e passei a usá-lo no bolso. Cumpriu a função como se estivesse no Escort durante muitos anos até que um dia a passagem pelo pedágio deixou de ser liberada, foi-se a comodidade. O motivo foi o Sem Parar passar a usar um equipamento de leitura de caracteres, o OCR (sigla em inglês de Reconhecimento Óptico de Caracteres (Optical Character Recognition), placas de carros no caso. Pronto, o cruzamento de dados revelou que a placa LZZ-3145 não era a do carro de teste que eu dirigia.
Esse episódio me levou a pensar esses dias se a identificação dos veículos não poderia ser feita também pela placa por meio do OCR lendo a placa dianteira. Tudo que é necessário é a Sem Parar admitir o formato de contrato sem vínculo de placa, valendo a pessoa física ou jurídica.
O processo que vislumbro inclui aproveitar a facilidade proporcionada pela informática tão comum nos nossos dias. Num aplicativo da empresa o motorista informaria a placa do carro, data e hora do início da liberação. Automaticamente — fração de segundo — esses dados seriam replicados a toda a rede de pedágios atrelada ao Sem Parar liberando a passagem do veículo. A cobrança seguiria os trâmites normais.
Quando o motorista julgar que não precisa mais da liberação, basta apertar o botão ‘Fim’ no aplicativo. Mas se quiser poderá manter a liberação aberta.
Vale lembrar que sistema é semelhante ao dos estacionamentos pagos nas vias públicas como Zona Azul de São Paulo.
BS
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