Foi com imensa e grata surpresa que vi a foto que usei como abertura da minha coluna deste domingo. Ela está no teste do Toyota Yaris Cross Hybrid, pelo Gerson, publicado ontem.
Por ser flex, seus combustíveis são gasolina ou álcool e como tal há essa informação na portinhola da pequena câmara onde se encontra o bocal de abastecimento de combustível.
A surpresa e o prazer foi ler ali ‘Álcool e/ou Gasolina’ em vez de ‘Etanol e/ou Gasolina’.
Não sei se foi intenção da Toyota ou mero acaso. Ou aproveitamento de adesivos antigos. Amanhã esclarecerei isso com a Toyota.
Faz tempo que contesto a renomeação do álcool ocorrida em abril de 2009, quando a Agência Nacional do Petróleom Gás Natural e BiocombustÍveIs (ANP) autorizou a troca de álcool para etanol nas bombas dos postos em caráter facultativo. Em dezembro seguinte a ANP mudou o oficialmente a troca de nomenclatura por meio da Resolução nº 39/2009, ao mesmo tem obrigando postos a terem ‘Etanol’ escrito nas bombas.
A ANP justificou a medida como manera de dissociar o nome álcool das bebidas alcoólicas, o que considerei e continuo achando infantil, e os produtores de álcool aplaudirem por ser convenente no caso de exportação — outra infantilidade, pois toda correspondência, notas fiscais, etc, são escritas em inglês.
Outra alegação, desta vez técnica, foi a de haver vários tipos de álcool e ser necessário especificar qual o tipo em questão, o álcool etílico também chamado etanol. Ambos podem conter água do próprio processo de produção — hidratadoi com 7% de água quimicamente pura, ou anidro, com apenas 0,5% de água, resultado do processo de desidratção do álcool hidratado normal, o que o torna 10% a 20% mais caro. O hidrarado é o vendido nos postos para abastecimento e o anidro é o misturado com gasolina comum e comum aditivada ao indecente percentual atual de 30% (gasolinas premium, 25%), igualmente indecente.
Porque sou contra a nomenclafura etanol
Eu e consequentemente o AE, por dois motivos. Um, História não se muda. O álcool combustível como temos hoje resultou do programa governamental chamado Programa Nacional do Álcool (Proálcool) criado no governo Ernesto Geisel em 14/11/1975. Foi de álcool para uso exclusivamente em automóveis. Não foi de nenhum outro tipo de álcool. Segunfo motivo, nenhum outro tipo de álcool é encontrado nos postos de combustíveis.
A renomeação do álcool para etanol foi um preciosismo absolutamente desnecessário e em minha opinião, ridículo. Bem coisa de complexo de vira-lata. Por tudo que foi dito aqui, usamos o terrno etanol em 2010 por breve tempo e a palavra foi banida — até nos comentários dos leitores é feita troca por álcool duranta a moderação.
BS
A coluna “O editor-chefe fala” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

