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Home BS

DISCORDÂNCIAS ENTRE LEITORES E AE

identicon por Bob Sharp
26/07/2026
em BS, Colunas, O editor-chefe fala
Ferrari 12cilindri Manuale (foto: divulgação Ferrari)

Ferrari 12cilindri Manuale (foto: divulgação Ferrari)



Nesses quase 18 anos de AE, além do meu trabalho de editor-chefe e de produzir matérias, cumpre-me moderar os comentários. Neles acontecem, vez por outra, discordâncias de leitores a respeito de algo escrito numa matéria, pode ser tanto minha quanto de outro editor nosso.

Ate certo ponto considero isso normal, mas aconteceu recentemente, na notícia do lançamento do Ferrari 12cilindri Manuale (foto de abertura), que me surpreendeu: a contestação num comentário de que não se tratava de câmbio manual, mas do simulacro (sic) de um. Respondi esclarecendo que se para trocar marchas exige atuação conjunta de uma das mãos e do pé esquerdo, é indubitavelmente um câmbio manual.

O fato de os movimentos internos do câmbio e das duas embreagens não ser mecânico direto, mas por atuadores elétricos ou eletro-hidráulicos, não o descaracteriza de ser manual.

Se a Ferrari usou essa solução para o 12cilindri Manuale é porque fazia parte da definição do produto a função automática comandada pelo motorista sempre que ele achasse necessário, como, por exemplo, ao enfrentar trânsito congestionado.

Vale lembrar que a Ferrari tem expertise em câmbios. Em 1997 lançou o F355 F1 com câmbio robotizado monoembreagem com borboletas para trocas de marchas sequenciais ascendentes e descendentes e que para temporada de F-1 de 1989 o Ferrari 640 estreou esse tipo de câmbio na categoria, com borboletas no volante . Venceu na estreia, o GP do Brasil, no Rio, com Nigel Mansell.

Outro exemplo de o AE elogiar e muitos nos contradizerem nos comentários foram os câmbio robotizados I-Motiom da VW (Voyage e Gol, 2009), da Fiat (Siena Dualogic, 2009), e da Renault (Logan Easy’R, 2014). Tivemos ótima experiência com os três que tinham, como vantagem sobre os automáticos epicíclicos e CVTs ser possível fazer o motor pegar no “tranco”.

Podia-se escolher entre os modos manual e automático, manual por meio de toques na alavanca seletora para frente e para trás, sempre com aceleração interina automática nas reduções. No Voyage, relatei que mesmo em modo automático, dirigindo rápido o câmbio I-Motion trocava marchas como se fossem sob meu comando, inclusive nas freadas antes das curvas.

Mas o mercado não entendeu o câmbio manual robotizado, na entrega do carro novo não lhes foi explicado que, ao contrário dos câmbios automáticos epicíclicos, não se podia manter o carro parado numa subida acelerando-o, resultando em óbvio desgaste prematuro do disco de embreagem, advindo a má fama.

Mas as discordâncias não se resumem a esses dois casos. Há mais.

BS

A coluna “O editor-chefe fala” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

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RÉPLICAS TOSCAS DE VW FUSCA E VW KOMBI "MADE IN CHINA"

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