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Home BS

RUÍDO DOS AUTOMÓVEIS É ÚTIL

MAS SEM ELE HÁ RISCOS, CASO DOS CARROS ELÉTRICOS

identicon por Bob Sharp
12/07/2026
em BS, Colunas, O editor-chefe fala
Foto: qmerit.com

Foto: qmerit.com


 

 


Li anteontem no site americano WardsAuto, de onde regularmente me chegam noticias do mundo automobilístico, que está em curso um recall (revocação em português) da Ford americana de 66 mil suves híbridos devido ao sistema de alerta para pedestres, com mau ou nenhum funcionamento, por problema de software. A legislação americana obriga carros elétricos e híbridos a terem tal alerta quando a velocidade for inferior a 30 km/h (20 km/h na Europa).

O alerta visa proteger pedestres, em especial aqueles que têm deficiência visual parcial ou não têm visão. Esse alerta se chama Sistema de Alerta Acústico de Veículos (Avas, sua sigla em inglês).

São nove a 10 gerações de 1850 a hoje sabedoras de que veículos propulsionados por motor a combustão emitem ruído, este cada vez menor devido a imposições regulamentares. Por isso, pensando bem, de certo modos é um contrassenso instalar dispositivos para produzir ruído em veículos de propulsão elétrica com o objetivo ressaltar sua presença no trânsito.

Uns dois anos atras dirigi um suve GWM em que este som de alerta era muito parecido com o de aproximação de bombardeio aéreo em tempo de guerra, como se vê nos filmes. Um berro horroroso no tráfego congestionado, lento. Chama atenção de pedestres, cumpre sua função, mas incomoda quem está fora e dentro do veículo.

Ouça o som típico do aleta sonoro de um carro elétrico manobrando.

Não sei se foi cogitado um sistema de alerta visual para o motorista, portanto a bordo. O alerta que imagino consiste em uma luz amarela piscante não desligável no painel com dois ideogramas, o de um pedestre e o de uma buzina.

O funcionamento seria bem simples. Ao energizar o motor (motor elétrico só liga ao ser acelerado) a luz no painel acende. Ao movimentar o carro e superar 30 km/h, a luz apaga é só volta a acender se a velocidade baixar de 30 km/h. Acendendo, ela lembra ao motorista que o carro entrou na faixa de velocidade “inaudível”, que é quando começa o seu trabalho.

O “trabalho” é apenas ficar atento ao entorno — tempo para isso todo motorista de carro elétrico tem, ele não precisa se ocupar com câmbio e pouco com freio se estiver usando o recurso um-pedal. Se notar pessoas próximas ao carro ele dará um breve — bem breve — toque de buzina para alertar os pedestres da presença de um carro em movimento e próximo.

A buzina ó melhor aviso da presença de um carro. Bem melhor que os sons inventados para esse fim e que têm a propriedade de incomodar ou mesmo irritar.

BS

A coluna “O editor-chefe fala” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 

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