• Home
  • Sobre o AE
  • Editores
  • Loja
  • Publieditoriais
  • Participe do AE
  • Contato
Autoentusiastas
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • MOTOentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca & Afins
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • MOTOentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca & Afins
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Autoentusiastas
Nenhum resultado
View All Result
Home AG

O SUBMARINO AMARELO IRLANDÊS MOVIDO A MOTOR DE VW FUSCA

UM SONHO MECÂNICO MAIS TEIMOSO QUE FUNCIONAL, IMPROVÁVEL — E IRRESISTÍVEL DEMAIS PARA SER IGNORADO

Alexander Gromow por Alexander Gromow
28/09/2026
em AG, Falando de Fusca & Afins
Composição livre por IA (Meta) da imagem so submarino e do museu de Drumond

Composição livre por IA (Meta) da imagem so submarino e do museu de Drumond



 

 



Quem acompanha esta coluna já sabe: motores boxer têm uma vocação natural para a aventura. Eles já empurraram Fuscas por estradas — sua primeira vocação, já rodaram em trilhos, já cortaram a água em barcos e até levantaram voo em aviões que desafiam a lógica quebrando limites em voo transcontinental. Era questão de tempo até que alguém tentasse colocá?los… debaixo d’água.

Pois bem: esse alguém existiu. E o resultado está hoje estacionado — não ancorado — num museu ferroviário no interior da Irlanda. Um submarino amarelo, movido a motor de VW Fusca, sem confirmação se chegou a submergir, mas tocou fundo em outra coisa: na imaginação de quem acredita que a mecânica VW também é feita de sonhos teimosos.

Quando o motor de Fusca decide ir além — de novo

Ao longo dos anos, esta coluna acabou virando um inventário informal das aventuras do motor VW boxer fora do seu habitat natural. Não foi planejado — simplesmente aconteceu. Cada vez que eu encontrava um Fusca fazendo algo improvável, trazia a história para cá. Assim surgiu uma coleção curiosa: o boxer na terra, nos trilhos, na água, no ar.

E agora, finalmente, o capítulo subaquático — ainda que apenas na intenção. Não um submarino militar, nem um protótipo industrial, mas um submarino artesanal, pintado de amarelo, com janela redonda e um motor boxer lá dentro, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

O submarino e o museu que o adotou

O submarino amarelo repousa ao ar livre no Cavan & Leitrim Railway Museum. Ele fica na pequena vila de Dromod, no Condado de Leitrim, na região noroeste da República da Irlanda. Um museu ferroviário que, como tantos museus pequenos e apaixonados, acabou acolhendo engenhocas que não encontrariam lugar em acervos tradicionais.

A antiga estação ferroviária de Dromod, hoje sede do Cavan & Leitrim Railway Museum — um refúgio do patrimônio histórico irlandês que abriga de locomotivas a vapor a engenhocas artesanais como o submarino movido a motor VW (Foto: activeme.ie)

Ali, entre locomotivas antigas e vagões restaurados, o submarino parece quase natural — arredondado, amarelo, com vigias circulares que lembram mais um brinquedo gigante do que um veículo submersível. A pintura perdeu o brilho, o metal mostra o tempo, e as luzes traseiras parecem decorativas. Mas é justamente essa mistura de ingenuidade e ousadia que faz dele uma peça irresistível.

O museu não tenta transformá-lo em algo que ele não é. Ele está ali como testemunha de uma tentativa — e isso basta.

O inventor e a lógica por trás do impossível

O submarino nasceu das mãos de um encanador de Dublin, alguém acostumado a lidar com válvulas, pressão e estanqueidade — conhecimentos que ele levou para dentro do casco metálico. A engenhoca não veio de um estaleiro, mas de um quintal onde a mecânica e a teimosia dividiam o mesmo espaço.

O submersível artesanal irlandês apresenta um conjunto técnico surpreendentemente completo para uma construção amadora. O casco, inteiramente em aço, segue uma geometria cilíndrica irregular, com chapas soldadas manualmente, característica de projetos intuitivos, mas coerentes com veículos concebidos para imersão rasa. Suas dimensões — 6,40 metros de comprimento, 5,18 metros de altura incluindo o snorkel e 1,83 metro de boca — confirmam que se trata de um submersível de um único ocupante.

A escotilha original, que era estanque e funcional, não está mais presente, tendo sido substituída por uma tampa improvisada, o que indica que o veículo perdeu ao longo do tempo um componente essencial de sua vedação.

A escotilha original, estanque, perdeu-se com o tempo e acabou substituída por uma tampa improvisada para proteger a entrada do submarino das intempéries (Foto: fotograma de vídeo do site Ireland Made)

A parte traseira revela um conjunto de propulsão completo, composto por uma hélice única e um leme acoplado ao eixo. Esses elementos mostram que o submersível foi concebido não apenas para afundar, mas para se deslocar de forma controlada, ainda que em baixa velocidade e sempre com o snorkel acima da superfície.

Hélice e leme do submarino amarelo — o conjunto de propulsão e governo que, em tese, permitiria o deslocamento controlado em águas rasas (Foto: fotograma de vídeo do site Ireland Made)

O motor responsável por essa propulsão é um VW boxer de 1.600 cm³, instalado de forma integral no interior do casco. O conjunto mecânico — carburador, alternador, escapamento e berço metálico — permanece reconhecível apesar da corrosão, evidenciando que o inventor chegou a montar o sistema de propulsão completo.

O motor VW boxer de 1.600 cm³, ainda reconhecível apesar da corrosão extrema — o coração mecânico que o inventor instalou para mover o submarino (Foto: fotograma de vídeo do site Ireland Made)

O compartimento do motor, porém, não oferece ventilação adequada nem isolamento contra condensação, o que limita sua operação a condições em que o snorkel permaneça fora d’água.

Ao longo das laterais do casco encontram-se dois tanques externos de lastro, integrados à estrutura. Esses tanques permitiriam vencer a flutuabilidade inicial e estabilizar o submersível durante a imersão.

Os tanques de lastro externos, nas laterais do casco, revelam a intenção de controlar a flutuabilidade durante a imersão (Foto: fotograma de vídeo do site Ireland Made)

No interior, o veículo possui válvulas manuais, manômetros analógicos, tubulações metálicas e instrumentos de indicação, além de um volante de controle. Esse conjunto revela que o inventor concebeu um sistema manual de operação do lastro, baseado na abertura e fechamento de válvulas e na equalização de pressão interna, permitindo algum grau de controle sobre a profundidade limitada pela altura do snorkel.

O posto de comando, aqui bastante deteriorado, mostrando parte dos instrumentos e o “timão” do submarino que parece ser de um volante de Fusca cortado (Foto: fotograma de vídeo do site Ireland Made)

Não há sinais de automação ou redundância, mas o sistema é coerente com a proposta de um submersível artesanal destinado a imersões rasas.

Com todos esses elementos — casco metálico, escotilha estanque original, motor VW acoplado à hélice, leme funcional, tanques de lastro externos e instrumentos internos — o submersível irlandês se revela uma peça de engenharia amadora surpreendentemente completa.

Ao que tudo indica ele não chegou a operar, mas foi claramente concebido para fazê-lo. É um exemplo raro de uma máquina que não cumpriu sua missão, mas que demonstra a ambição técnica de seu criador e a coragem de levar a ideia até onde foi possível.

O dia em que o submarino foi banido do porto

O submarino amarelo irlandês não ficou restrito ao quintal do inventor nem ao terreno do museu. Em algum momento de sua história, ele foi levado ao porto de Dún Laoghaire, próximo a Dublin — o porto de passageiros mais movimentados da Irlanda. A intenção era clara: apresentar a engenhoca às autoridades marítimas e, quem sabe, obter algum tipo de autorização ou certificação para operá-la em águas rasas

O porto de Dún Laoghaire, próximo a Dublin — cenário do dia em que o submarino foi examinado e imediatamente banido pelo Capitão do Porto (Foto: Peter Barrow/Tripadvisor)

O Harbour Master (Capitão do Porto) examinou a engenhoca e concluiu que ela representava risco imediato — pela ausência de documentação e pela natureza improvisada da construção. O veredito foi direto: retirar imediatamente e não retornar.

O episódio mostra que o inventor acreditava no projeto. E mostra também que, para as autoridades, ele cruzava a linha entre criatividade e risco. O porto não o aceitou — mas o museu o acolheu.

O papel do museu e o valor cultural da peça

O submarino repousa no museu como símbolo — não de sucesso, mas de tentativa. Ele representa a criatividade que não segue normas, não pede permissão e não espera certificação. Representa o impulso humano de construir algo simplesmente porque a ideia existe.

Museus como o de Dromod preservam esse tipo de objeto porque entendem que a história da tecnologia não é feita apenas de acertos. É feita também de desvios, tentativas, experimentos e sonhos teimosos.

Quando a mecânica encontra a imaginação

O submarino amarelo irlandês revela aquilo que sempre foi: não uma máquina, mas uma intenção. Uma ideia materializada em aço, solda, vidro e vontade. Ele nunca mergulhou, nunca navegou, nunca foi certificado. Mas existe — e isso basta para torná-lo fascinante.

Para quem gosta de Fuscas, motores boxer e engenhocas improváveis, ele é quase um manifesto: a prova de que a mecânica não precisa ser perfeita para ser interessante. Basta ser sincera. Basta ser teimosa.

Talvez ele não tenha submergido — mas emergiu como história, como curiosidade, como símbolo. E, agora, como artigo.

AG

Um agradecimento especial para meu amigo Marco Rebuli, do Paraná, que me enviou o vídeo do Thiago Almeida sobre este assunto como uma sugestão de pauta.
Aos nossos leitores e leitoras:
Nossos leitores são convidados a apresentar comentários, fazer perguntas, sugerir materiais e apontar eventuais correções, que poderão ser consideradas e incorporadas em futuras revisões deste trabalho.
Os materiais históricos e iconográficos utilizados são acompanhados, sempre que possível, da identificação de sua autoria, procedência e fonte de consulta. Algumas imagens históricas, amplamente reproduzidas em arquivos, publicações e acervos digitais, podem não apresentar informações completas sobre autoria ou titularidade.
Caso alguma pessoa física ou jurídica se identifique como titular de direitos sobre determinado material e deseje solicitar correção de crédito, complementação de informações ou retirada do conteúdo, solicitamos contato pelo e-mail [email protected], para que o pedido seja examinado e, quando cabível, atendido de boa-fé.
A utilização desses materiais tem finalidade exclusivamente informativa, histórica, cultural e didática, no contexto de pesquisa e preservação da memória automobilística.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 

Tags: Alexander GromowFalando de Fusca & AfinsSubmarino com motor VW
Próximo
George Russell fatura mais um GP (Foto: Mercedes)

RUSSELL BRILHA, VERSTAPPEN ELUCIDA E KIMI SEGUE LÍDER

Nenhum resultado
View All Result
ROUE
ROUE
ROUE
Autoentusiastas

Seriedade, diversidade e emoção desde de 2008. Conteúdo próprio, abordagem emocional e diversidade feito por apaixonados por carros

Siga o Ae

><(((º> 17

  • AUTOentusiastas
  • Editores
  • Participe do AE
  • Anuncie
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • MOTOentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca & Afins
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato

><(((º> 17