Quando o Mercedes-Benz Classe A foi lançado aqui no início de 1999, produzido na fábrica de Juiz de Fora, MG, trouxe a novidade da embreagem automática que nunca foi totalmente compreendida e aceita. Poucos anos depois vieram Corsa Autoclutch e Fiat Palio Citymatic com embreagem automática opcional, também rejeitada. Em 2009 o VW Polo introduziu o cambio robotizado I-Motion, sem acionamento da embreagem a pedal, depois aplicado ao resto da linha, seguida pela Fiat com o câmbio Dualogic e pela Renault com o Easy’R. Duraram pouco, não existem mais. A Vemag nos anos 1960 também oferecia a embreagem automática Saxomat para o DKW, mas em forma de kit para montagem nas concessionárias, nunca de série.
Em 2015 a Bosch desenvolveu um moderno sistema de embreagem automática esperando vê-lo adquirido pelas fabricantes para ser equipamento original, mas não obteve sucesso na empreitada.
Pelo que tenho acompanhado nos comentários dos leitores, que cabem a mim ou ao Gerson moderar, a bola da vez em rejeição é o sistema MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle), que acham ser um híbrido “de mentirinha”. Parte da culpa foi da própria fabricante, que no começo colocou emblema ‘Hybrid’ na tampa traseira, acertadamente mudado um ano depois para simplesmente MHEV (foto de abertura).
A rejeição no caso deve-se à frustração de não ser um híbrido “de verdade”, não ter propulsão elétrica em nenhum momento. Como nas rejeições antes citadas, esta do MHEV, que no AE chamamos de semi-híbrido, esta carece de razoabilidade, é injustificável.
Pergunto: é melhor ou não dispor de um sistema semi-híbrido no automóvel? É simples, carece de manutenção, a partida do motor a combustão é absolutamente silenciosa, tem melhor saída da imobilidade, dispensa carregamento externo e poupa combustível. Com a vantagem adicional de ser isento do nojento rodízio do município de São Paulo que nem lei tem. É mero ato do Executivo autorizado pela Câmara Municipal.
BS
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