Vejo frequentemente defesa de carros potentes com o argumento de segurança nas ultrapassagens, subentendendo tratar-se da manobra em vias de tráfego contrário — mão dupla — sejam urbanas ou rodoviárias.
A questão é complexa por envolver conhecimento pleno do carro que está sendo dirigido combinado com cálculo meramente visual da velocidade de dois veículos que se aproximam. um em sentido contrário.
Normalmente as pessoas não atinam que a velocidade de aproximação é a soma da velocidade da cada veículo, tudo se passa muito rápido, bem mais do que se imagina.
A potência do ultrapassador tem influência no tempo e no espaço necessário para a manobra, não na a segurança em si.
Maior o desempenho do carro ultrapassador, esse tempo e esse espaço diminuem, mas isso não significa necessariamente maior segurança.
É fundamental o motorista ter noção da severidade de uma colisão frontal, seja frente a frente ou deslocada. Por isso vale a regra pétrea para ultrapassagens seguras: ter paciência. O tempo que eventualmente se perca é incomparável à perda da vida ou sofrer ferimentos extensos com ou sem sequelas.
Não basta conhecer o carro, é essencial ao ultrapassar usar o máximo desempenho de que o veículo dispõe. tanto pelo seu motor, quanto pelo seu câmbio.
Com câmbio automático o motorista só precisa acelerar a fundo de uma vez, rápido, que o câmbio escolherá a marcha para máxima aceleração do veículo. Como carro elétrico não tem câmbio, acelerar ao fundo produz o mesmo efeito.
Deve ser afastada qualquer noção de máximo desempenho significar danos ao motor e ao câmbio. Carros foram projetados para isso também.
Finalmente, lembrar que o motorista não deve dirigir na estrada estando cansado ou após uma refeição pesada, para se manter alerta.
BS
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