• Home
  • Sobre o AE
  • Editores
  • Loja
  • Publieditoriais
  • Participe do AE
  • Contato
Autoentusiastas
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • MOTOentusiastas
    • Cultura do Automóvel
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • AEROentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Coluna Fernando Calmon
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Coluna Luiz Carlos Secco
    • Falando de Fusca & Afins
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • MOTOentusiastas
    • Cultura do Automóvel
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • AEROentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Coluna Fernando Calmon
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Coluna Luiz Carlos Secco
    • Falando de Fusca & Afins
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
Autoentusiastas
Nenhum resultado
View All Result
Home AG

O CABRIOLÉ VW38 QUE FICOU COM GÖRING ATÉ O FIM

MESMO TENDO CARROS DE ALTO LUXO COMO MERCEDES-BENZ 770K E 540K, MERCEDES-BENZ G4 (6x4), MAYBACH ZEPPELIN, ETC,. HERMANN GÖRING MANTEVE O SEU CABRIOLÉ VERDE-AZULADO METÁLICO COM MUITO CARINHO

Alexander Gromow por Alexander Gromow
04/05/2026
em AG, Falando de Fusca & Afins

Na matéria anterior  falamos sobre um KdF 1944 sobrevivente que diziam ter sido de Hermann Göring, mas era um burocrático carro entregue aos seu time de auxiliares diretos. Mas agora vem uma revelação surpreendente de um fato ocorrido antes disso, em 1939. Este evento envolveu um veículo especial da série VW38.

Aqui na coluna já falamos sobre a série VW30 e sobre a série VW39 mas ainda não tínhamos falado da série VW38.

A pioneira série VW38

A série VW38 ocupa um lugar singular na história do Volkswagen Sedan. Ela representa o momento em que o projeto do “carro do povo alemão” deixou de ser um conjunto de protótipos experimentais, como os VW30, e passou a assumir a forma de um automóvel real, pronto para produção.

Embora pouco mencionada na literatura popular, a pré-série VW38 foi decisiva para consolidar o desenho definitivo do Fusca e validar sua viabilidade industrial, funcionando como o elo que faltava entre os protótipos de 1937 e a pré?produção VW39 de 1939.

O ponto de partida desse capítulo é maio de 1938, com o lançamento da pedra fundamental da fábrica de Fallersleben (Wolfsburg depois da guerra). Se a série anterior, a VW30, foi responsável por provar a robustez mecânica através de milhões de quilômetros de testes, a pré-série VW38 representava a maturidade estética e institucional do projeto.

Eram exemplares construídos artesanalmente na oficina de Porsche para demonstrar o refinamento final do KdF-Wagen, servindo como vitrines tecnológicas e presentes de alto prestígio para a elite, muito antes de qualquer linha de montagem industrial entrar em operação.

Onde e como os VW38 foram construídos

A série VW38 representou o primeiro lote de protótipos realmente próximos do que se tornaria o KdF-Wagen e, mais tarde, o Volkswagen. Esses veículos não eram produzidos em linha industrial, mas 4construídos quase artesanalmente, combinando peças fabricadas por diferentes fornecedores especializados e montadas pela Porsche em sua então nova sede em Stuttgart?Zuffenhausen.

As carrocerias eram produzidas pela Stuttgarter Karosseriewerk Reutter, empresa experiente em construção artesanal de carrocerias metálicas e parceira de longa data da Porsche. Cada carroceria era formada por chapas moldadas manualmente, com ajustes individuais, o que explica as pequenas diferenças entre os exemplares da série.

O chassi seguia o conceito experimental de tubo central, desenvolvido pela equipe de engenharia da Porsche. O tubo central e os elementos estruturais eram fabricados internamente pela própria Porsche, enquanto as bandejas de aço prensado (floorpans) eram fornecidas pela Ambi-Budd Presswerke, de Berlim, a única empresa alemã com prensas industriais capazes de produzir chapas grandes e complexas.

Após a chegada das carrocerias Reutter e das bandejas Ambi-Budd, a Porsche realizava a montagem final, instalando motor, transeixo, suspensão, interior e todos os ajustes mecânicos. Como cada VW38 era um protótipo, a montagem envolvia correções manuais, reforços adicionais e adaptações específicas para testes de durabilidade, demonstrações oficiais e uso por autoridades.

O resultado era uma série de veículos que, embora semelhantes, apresentavam diferenças sutis entre si — reflexo de um projeto ainda em evolução. O VW38 não era um produto acabado, mas um laboratório sobre rodas, onde cada unidade contribuía para o desenvolvimento do carro que, poucos anos depois, entraria em produção como o KdF-Wagen

Quantidade produzida e numeração

A documentação sobrevivente, fragmentada pela guerra, indica que foram construídas aproximadamente entre trinta e quarenta unidades, numeradas de VW38/01 a VW38/44, com lacunas na sequência. Essas lacunas refletem cancelamentos, renumerações internas e carros destinados a usos específicos, mas a faixa é amplamente aceita por pesquisadores e museus especializados.

Características técnicas e visuais consolidadas

A série VW38 consolidou pela primeira vez o conjunto de soluções que definiriam o Volkswagen por décadas. As portas já tinham abertura convencional, abandonando definitivamente o sistema de abertura para trás dos VW30. A tampa traseira era grande, de peça única, permitindo acesso ao motor de forma semelhante aos modelos de produção, substituindo as pequenas portinholas dos protótipos anteriores.

Os para-lamas apresentavam o desenho praticamente definitivo, aparafusados á carroceria do carro, ainda que construídos à mão e com pequenas variações. O acabamento, embora artesanal, era padronizado o suficiente para que os carros fossem apresentados à imprensa internacional sem constrangimentos.

Diferenças existiam, mas dentro de tolerâncias aceitáveis para uma pré-série. A mecânica utilizava o motor boxer arrefecido a ar de 985 cm³ (70 x 64 mm) e 20 cv, evolução direta dos motores dos VW30, com suspensão por barras de torção e geometria de chassi praticamente definidas.

Terminada a explicação da importante série VW38 vamos à nossa história com Göring que vai do alegre ao trágico.

O evento em Carinhall: um ritual de reconhecimento

Para sentir o ambiente, acho interessante descrever brevemente o que era o Carinhall.

O Carinhall era a residência monumental de Hermann Göring na floresta de Schorfheide, em Brandenburg, não muito longe de Berlim. Construída entre lagos e pinheiros, a propriedade combinava a rusticidade de um lodge de caça com a grandiosidade teatral de um palácio germânico.

O nome homenageava sua primeira esposa, Carin, e o lugar inteiro funcionava como um memorial pessoal, mas também como um centro de poder. O grande salão principal, com proporções quase catedralícias, exibia obras de arte, troféus de caça e objetos luxuosos acumulados por Göring ao longo dos anos.

A arquitetura misturava pedra, madeira maciça e janelas amplas, criando um ambiente ao mesmo tempo imponente e intimista. Ao redor da casa principal havia pavilhões, garagens, caminhos sinuosos e áreas dedicadas à caça, atividade central na vida de Göring.

O Carinhall era um palco cuidadosamente construído para impressionar visitantes e reforçar a imagem de autoridade e opulência que ele cultivava.

No final da guerra, Göring ordenou sua destruição para impedir que caísse nas mãos soviéticas, deixando apenas ruínas silenciosas no meio da floresta…

A entrega solene

Foi na frente da monumental porta principal do Carinhall que ocorreu a entrega de um KdF-Wagen cabriolé derivado da unidade 37 da pré-série VW38. Uma joia luxuosa e personalizada com a cor que Göring mais gostava: verde-azulado metálico.

Esta é a recriação por IA em cores de uma foto em preto-e-branco do cabriolé de Göring; a cor é o verde-azulado, sua preferência

Embora derivado da série VW38, produzida até o início de 1939, o caráter especial deste cabriolé sugere uma finalização posterior, compatível com sua apresentação em meados daquele ano, sendo a data de 17 de junho de 1939 citada em várias literaturas.

Na rara foto abaixo, o Göring sentado no banco traseiro do cabriolé “testando o seu conforto”. Em pé da direita para a esquerda: Ferry Porsche, Ferdinand Porsche e Robert Ley dirigente da Frente Alemã do Trabalho (sindicato único de trabalhadores na época do Nacional-Socialismo) que em seu departamento KdF dirigia o desenvolvimento do carro do povo e a construção de sua fábrica. Ao fundo, da esquerda, outras autoridades como o Bodo Lafferenz membro do conselho da fábrica Volkswagen e Erich Gritzbachm, Chefe de Gabinete do Ministério de Estado da Prússia

Göring conhecendo o seu presente

A entrega mais pareceu um ritual diplomático. Com a presença de Ferdinand Porsche e seu filho Ferry e autoridades do governo da época, o carro — ainda ostentando as placas temporárias de Stuttgart IIIA-0427 — foi submetido a uma inspeção minuciosa.

Foi feita uma inspeção técnica e o veículo chegou a ser inclinado sobre duas rodas para que o Marechal pudesse validar pessoalmente a engenharia do chassi. Vide a foto de abertura que mostra este momento do evento. Os mais observadores devem ter observado que não havia um logotipo na parte superior do capô dianteiro, o logotipo estava sendo desenvolvido. O carro também ainda não tinha frisos.

Göring parece estar gostando do seu presente e ouve os esclarecimentos que Ferdinand Porsche estava lhe dando. Ao fundo a porta principal de entrada do Carinhall

Chegou a hora do test drive com o Göring ao volante do VW38:

Göring recebe instruções dadas por Ferry Porsche enquanto no banco de trás Ferdinand Porsche e o Robert Ley curtem o motorista muito especial
Foram dar uma volta bem grande pela propriedade com o Göring dirigindo o carro

A cor exclusiva: fugindo de qualquer padrão militar, o carro foi pintado em um sofisticado verde-azulado metálico, a cor favorita de Göring. Essa tonalidade, confirmada por fotografias coloridas originais da época (Agfacolor), ressalta o caráter de “mimo” exclusivo.

Antes de ser entregue a Göring o carro foi usado para fotos de propaganda. Esta cor seria sofisticada até nos dias de hoje

O Comboio de Propaganda

As imagens mostram um pequeno comboio de quatro carros em Berlim, evidenciando diferentes configurações da série de pré-produção. O VW38/37 (o cabriolé verde-azulado metálico de Göring) aparece em destaque, servindo como o elemento de luxo do grupo. O comboio incluía o VW38/13 (um veículo experimental bege com reboque) e o VW38/23 teto solar, além de outro modelo teto solar não identificado ao final da fila. Essa diversidade de modelos em um único comboio reforça que a série VW38 era usada para testar e, simultaneamente, demonstrar ao público e à imprensa as várias facetas do “carro do povo” antes da produção em larga escala.

A sobrevivência em Obersalzberg

A história desmente a ideia de que esses carros eram apenas temporários. Registros de 1943 mostram Göring ainda ao volante do seu VW38/37 em Obersalzberg.

Flagrante de Göring usando o seu cabriolé em Obersalzberg no sul da Alemanha, fronteira com a Áustria

Nessa fase, o carro já ostentava placas permanentes de Berlim (IA-223232) e adaptações de guerra, como faróis de blecaute e um farol de busca no para-choque, provando ser um companheiro pessoal de longa data do Marechal.

O crepúsculo de um Marechal: do luxo de Carinhall ao colapso em Obersalzberg

Diferente da capital Berlim, que estava sob bombardeio constante a partir de 1943, o alto escalão nazista mantinha um complexo de segurança máxima no sul da Alemanha, em Obersalzberg (perto de Berchtesgaden). Foi para lá que Göring deslocou seu precioso VW38/37 verde-azulado metálico. O local abrigava o Berghof de Hitler e o famoso Kehlsteinhaus (Ninho da Águia), funcionando como um segundo centro de poder onde o Marechal buscava refúgio enquanto a Luftwaffe perdia o controle dos céus.

O telegrama do fim (abril de 1945)

A vida política de Hermann Göring terminou de forma abrupta em abril de 1945 através de um telegrama. Acreditando que Hitler estava cercado e incapacitado em Berlim, Göring enviou uma mensagem sugerindo assumir o comando do país. Hitler interpretou o gesto como traição, destituiu Göring de todos os cargos e ordenou sua prisão pela SS em Obersalzberg. O homem que outrora desfilava com o protótipo de luxo da Porsche era agora um prisioneiro de seu próprio regime.

A chegada dos americanos e a rendição

Em maio de 1945, as tropas aliadas, lideradas pela 3ª Divisão de Infantaria e pela 101ª Divisão Aerotransportada (Screaming Eagles – Águias Gritantes), capturaram a região de Berchtesgaden. Göring acabou se rendendo aos americanos, esperando um tratamento de “chefe de estado” que nunca recebeu. Ele foi levado sob custódia, deixando para trás seu vasto patrimônio, incluindo sua coleção de veículos.

O destino dos veículos: troféu vs. sobrevivente

A queda de Obersalzberg consolidou o destino distinto dos dois veículos mencionados em nosso estudo:

O VW38/37 (O Troféu de Elite): Por ser um protótipo artesanal e luxuoso, este cabriolé verde-azulado metálico foi o “troféu de guerra” perfeito para os oficiais aliados que ocuparam Berchtesgaden. Muitos desses exemplares de pré-série foram enviados aos EUA para avaliação técnica ou acabaram em coleções particulares de militares de patentes elevadas, muitas vezes sendo repintados para ocultar sua origem histórica.

O KdF 1944 (O Sobrevivente do Roubo): Diferente do “mimo” de Göring, o exemplar de 1944 não foi capturado como espólio de guerra em 1945. Na verdade, como consta da matéria anterior, ele tinha sido roubado ainda em 1944, em Paris, durante a ocupação alemã, escapando do controle militar nazista muito antes do colapso final. Foi essa trajetória de “fuga” que permitiu sua preservação, levando-o para os Estados Unidos apenas muitos anos depois, longe do processo de confisco imediato dos Aliados.

AG

Agradeço ao meu amigo Yel Feu pela dica enviada sobre este assunto.
Nossos leitores são convidados a dar seu parecer, fazer perguntas, sugerir material e, eventualmente, apontar correções, as quais poderão ser consideradas e incorporadas em futuras revisões deste trabalho.
Em alguns casos, são utilizados materiais pesquisados na Internet e amplamente disponibilizados em meios públicos, empregados exclusivamente com finalidades históricas, culturais e didáticas, em consonância com o espírito de preservação histórica que norteia este trabalho.
Caso qualquer pessoa física ou jurídica se identifique como titular de direitos autorais de determinado material aqui utilizado — independentemente de ter sido ou não mencionada nos créditos — e deseje a inclusão de créditos específicos ou a retirada do referido conteúdo, solicitamos que entre em contato pelo e-mail [email protected], para que sejam tomadas, de boa-fé, as providências cabíveis.
Ressaltamos que não há qualquer intenção de infringir direitos autorais, tampouco de auferir ganhos comerciais com o material apresentado, sendo sua utilização restrita ao registro histórico e à divulgação cultural junto a entusiastas e interessados no tema.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 

Próximo

MERCADO: ANO JÁ REGISTRA ALTA DE 16,4% NAS VENDAS DE VEÍCULOS

Nenhum resultado
View All Result
Autoentusiastas

Seriedade, diversidade e emoção desde de 2008. Conteúdo próprio, abordagem emocional e diversidade feito por apaixonados por carros

Siga o Ae

><(((º> 17

  • AUTOentusiastas
  • Editores
  • Participe do AE
  • Anuncie
  • Contato
Nenhum resultado
View All Result
  • Home
  • Editores
  • Avaliações
    • Testes
    • Testes de 30 dias
    • Lançamentos
  • Portal AE
    • ELETROentusiastas
    • MOTOentusiastas
    • Cultura do Automóvel
    • Fernando Calmon
    • Falando de Fusca e Afins
    • Substance
    • Revista Curva3
    • AEROentusiastas
  • Colunas
    • O editor-chefe fala
    • Coluna Fernando Calmon
    • Opinião de Boris Feldman
    • Acelerando Ideias
    • Conversa de Pista
    • Coluna Luiz Carlos Secco
    • Falando de Fusca & Afins
    • Histórias & Estórias
    • Perfume de Carro
    • Substance AE
    • Visão Estratégica
  • Mundo AE
    • Análises
    • Automobilismo
    • Aviões
    • Editorial
    • Clássicos
    • Fora de Estrada
    • História
    • Livros
    • Mercado
    • Motos
    • Notícias
    • Opinião
    • Tecnologia
    • Trânsito
  • Vídeos
  • Do Leitor
    • Histórias dos Leitores
    • Carros dos Leitores
  • Participe do AE
  • Contato

><(((º> 17